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Dessas que não se mostra totalmente
Se revela aos pouquinhos
Bem devagarinho,
Pra depois lembrar bem do gostinho de ter
Te toma de mansinho
Sem que percebas ,
Sem que se assuste
Sem que a expulse
Se te cativas, só então
Se dá inteirinha
De corpo, alma e carinho
Não penses mal da garotinha
É só a forma que encontrou de não mais amar sozinha…
Added at 4:34pm7 notes
Era ela ,a garota que se interessava pelos livros esquecidos na biblioteca do pai, ela cheirava as paginas velhas dos livros, ordenhava deles a mais pura e verdadeira poesia, se enchia, se consumia, vivia poesia ,e sempre depois daquele livro arrebatador era tomada de uma melancolia doce, de uma vontade inexplicável de viver aquela historia tão fantástica , vontade de habitar aqueles livros esquecidos, no fundo se sentia feliz, privilegiada por descobrir aquele mundo mágico dos livros.

— Geovannah via(espelhodagua)

Added at 4:51pm1 note
Regresso dos bons.

espelhodagua:

Você vê partir

Chora! Se despede…

Um por um, você os vê.

Te deixam com promessas…

Promessas de regresso.

O bom filho a casa torna?!

Mas, como saber quem são os bons?!

Bem! Poucos, afinal poucos voltam.

Geovannah

Added at 6:34pm11 notes

espelhodagua:

Ela caminhava em direção ao lago, sorria e brincava com os cabelos loiros que o vento insistia em bagunçar, sua voz singela entoava uma canção inocente, uma balada que aprendera quando criança.Era como uma rosa, linda e perigosa, não tinha receios em ferir quem insistia em machuca-lá. 

Added at 6:00pm2 notes

Indivisíveis


O meu primeiro amor
e eu sentávamos numa pedra
que havia num terreno baldio entre as nossas casas.
Falávamos de coisas bobas, isto é,
que a gente grande achava bobas.
Como qualquer troca de confidências
entre crianças de cinco anos. Crianças…
Parecia que entre um e outro
nem havia ainda separação de sexos,
a não ser o azul imenso dos olhos dela,
olhos que eu não encontrava em ninguém mais,
nem no cachorro e no gato da casa,
que apenas tinham a mesma fidelidade sem compromisso
e a mesma animal - ou celestial - inocência.
Porque o azul dos olhos dela tornava mais azul o céu.
Não importava as coisas bobas que disséssemos.
Éramos um desejo de estar perto, tão perto,
que não havia ali apenas duas encantadoras criaturas,
mas um único amor sentado sobre uma tosca pedra,
enquanto a gente grande passava, caçoava, ria-se,
não sabia que eles levariam procurando
uma coisa assim por toda a sua vida…

— Mario Quintana   via(espelhodagua)

Added at 3:49pm2 notes